.AVISO!
Olá, eu estou aqui para informar que a história contem em algumas partes, cenas (como é que eu vou dizer) "hot", eu tou avisar pois não responsabeliso por danos morais.

Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
Capitulo6_III

 Finalmente, ela limpou a garganta.

- Zackary, posso falar com você?

- Claro. - Ele colocou o livro de lado. - Mas eu achei que você preferisse o silêncio.

- Acho que essa é umas das coisas sobre as quais quero falar. - Ela engoliu. - Você não pode estar querendo que moremos juntos.

- Mas essa é exatamente minha intenção, cara. Achei que tivesse deixado isso claro. - Ele sacudiu os ombros. - E a duração de nosso casamento ainda vai ser decidida.

Ela olhou para ele.

- E isso é tudo que você tem a dizer?

- O que há além disso?

- Muita coisa. - Ela respirou fundo. - Eu... eu reconheço que irritei você quando pedi a anulação do casamento. Mas agora você também não pode reconhecer que já me puniu o suficiente?

Ele levantou as sobrancelhas.

- Você acha que essa é a única razão para eu estar aqui, ensinar uma lição a você?

- O que mais há?

- Talvez... o fato de você ser linda.

Ela corou.

- Mesmo se fosse verdade, seria apenas mais uma na sua longa lista. E nós dois sabemos disso.

- Mas pelo menos quando você encontrar outro marido vai ter uma experiência de casada para levar consigo.

- Vou preferir ficar solteira - Vane disse amargamente. - Mas ouvi dizer por aí que você pretende se casar de novo. Verdade?

- Perfeitamente.

A voz dela, de repente, ficou intensa.

- Então como pode estar aqui comigo, assim? E a mulher que você ama? E eu suponho que você a ame?

- Sim - ele respondeu friamente. - Mas ela tem um marido, assim como eu tenho uma esposa. E como eu não posso viver com ela, você é uma substituta charmosa, caríssima.

 - Temos idéias muito diferentes em relação a crueldade - disse Vane de forma ríspida. - Ela não vai se importar por você ter decidido começar a dormir comigo depois de todo esse tempo?

- Ela sabe que nosso casamento é somente uma questão de conveniência. Mas o dela também era. Para nós, a felicidade é o futuro, não o passado ou o presente.

- Esse ponto de vista é extremamente cínico. -Vane levantou o rosto. - Não gostaria de pensar no homem que amo fazendo sexo com outra mulher.

- Não se incomode com isso, Vanessa - ele disse suavemente. - Tenho certeza de que um homem que você amasse não lhe faria esse tipo de coisa. - Ele sorriu para ela. - Mas até você achar esse príncipe, vai continuar sendo minha esposa. E cumprirá com seu dever. Assim como eu.

- Você é um tanto inflexível, não? - ela disse, amarga. - Não há nada que eu diga que faça com que você me tire dessa situação absurda.

- Você exagera, cara. Isso não é uma sentença de morte. - Zac deu de ombros.

- Mas parece. - Ela olhou de novo para ele, os olhos verdes embaçados de ressentimento. - Sua futura esposa sabe, signore, como você quebra suas promessas tão facilmente?

 - Quando eu fizer meus votos para ela, Vanessa, serão mantidos. - Havia uma certa dureza na voz dele.

- E quando ela for toda minha, vou pertencer completamente a ela. Você deseja perguntar mais alguma coisa?

- Não. Isso é problema dela. Mas, ao mesmo tempo, eu sinto muito pelo marido dela.

- Não precisa. Ele está contente assim.

- Não há mais nada a ser dito. - Vane levantou-se.

- Melhor em ir ver o jantar.

Na cozinha, ela tentou aliviar a tensão batendo a porta do fogão, mas a raiva permaneceu a mesma.

Não consigo suportar o que está acontecendo comigo, ela pensou. Tenho de me afastar dele. Mas como?

Mesmo sem neve, não conseguia pensar em um lugar onde ele não conseguiria achá-la. Financeiramente, suas opções também eram limitadas. Até seu aniversário de 21 anos, não teria controle sobre a herança. As certezas em relação à contagem regressiva para sua liberdade haviam acabado.

Cometera um enorme erro pedindo a anulação do casamento. Como achara que poderia desafiá-lo?

Estava irritada. Simples assim. E talvez quisesse apenas irritá-lo também.

Mas, por quê? Esta era uma questão que não podia responder.

Permitira que as fofocas das revistas a atingissem? Uma maneira de fazer com que ele se lembrasse de que ela ainda existia?

Mas por que se importar quando era para estar apaixonada por Simon?

Nada disso fazia sentido, ela constatou, com tristeza.

Fora estupidez atrair a atenção dele. Podia ter aceitado as condições que Zac havia imposto.

No entanto, não imaginara que ele fosse reagir dessa maneira.

Mas, na verdade, o que sabia sobre Zackary, além do fato de seu pai ter confiado nele? Zackary era um enigma para ela.

Sabia que os pais dele estavam mortos porquê o próprio pai lhe contara, sugerindo a ela que não lhe fizesse perguntas pessoais, a não ser que ele quisesse falar sobre o assunto.

Mas ele jamais quisera.

Vou enfrentar isso, disse a si mesma.

A sala estava estava vazia quando ela entrou para colocar a mesa, mas, tão logo terminou de colocar os talheres no lugar, Zac apareceu, vindo da adega com um punhado de velas na mão e potinhos de cerâmica para firmá-las.

- Oh! - Vane hesitou quando ele colocou duas delas na mesa e acendeu-as. - Isso não é um pouco extremo? Afinal de contas, não é um jantar formal.

- Você viu as luzes oscilando? - Havia impaciência no tom de voz dele.

- Sim, vi.

- Acho que a luz pode cair - ele continuou. - E achei que fosse mais seguro organizar isso agora do que no escuro. - Ele fez uma pausa. - Você não gosta de luz de velas?

Ela sacudiu os ombros evasivamente.

- Preferiria que não fosse uma necessidade. E, na verdade, gostaria que você descesse para o porão no escuro e quebrasse o pescoço, signore, - E escutou a risada dele seguindo-a até a cozinha.

A comida estava melhor do que ela podia esperar. O frango estava suculento e os legumes perfeitamente cozidos. E Vane descobriu, para sua grande surpresa, que estava faminta.

- Não vai sobrar muito para amanhã - disse ela com pesar, olhando para a carcaça.

- Podemos fazer uma canja com os ossos. Não se preocupe, Vanessa. E beba mais vinho. - Ele encheu o copo dela. - Acredite, não vou deixar você morrer de fome.

Houve um silêncio, depois ela disse, lentamente:

- Você pode me responder uma coisa?

- Talvez - ele retrucou. - Me pergunte e eu decido.

- Meu pai me disse que você se ofereceu para se casar comigo porque devia.algo a ele. - Ela engoliu.

- Estou curiosa para saber meu valor de mercado.

Houve um silêncio. Depois, finalmente:

- A dívida é imensurável - ele falou sem expressão.

- Mas foi o único pagamento que ele me pediu. Assim, não pude recusar. Satisfeita?

- Por quê? Quando seria muito mais fácil para nós dois se você simplesmente... arrumasse dinheiro em algum lugar?

- E mais fácil ainda ser sábio em retrospecto, cara. - Ele levantou-se. - Vou fazer café.

O tempo até a hora de dormir passou com uma velocidade inquietante enquanto virava as páginas do livro que tentava ler.

Mas não conseguia se concentrar. Seus olhos não paravam de olhar para o relógio sobre a lareira. A contagem regressiva para o inevitável momento em que teria de se submeter a ele novamente.

Sentado à frente dela, Zac parecia não ter tais preocupações. Ele parecia totalmente envolvido com o livro.

E como ele ousava estar tão relaxado?

E o pior de tudo era que realmente queria ir para a cama. Estava sendo assaltada por uma onda de sonolência que tinha de esconder a todo custo. Ela colocou a mão sobre a boca para ocultar um bocejo.

- Por que você não pára de lutar contra o sono, caríssima, e admite que está cansada?

Ele estava observando-a, ela percebeu irritada.

- Não estou nada cansada - ela negou apressadamente, e viu o sorriso dele se alargar.

- Fico contente em ouvir isso - ele disse-lhe. Ele levantou-se e colocou a grade na frente do fogo, depois movimentou-se pela sala, checando as portas e apagando as luzes.

Ela ficou sentada onde estava, sem se mexer, o corpo inteiro tenso.

Finalmente, ele caminhou até ela, pegando sua mão pequena e fria e ajudando-a a se levantar.

- Hora de dormir, mia bella - ele disse-lhe, conduzindo-a pelas escadas para o aposento onde as sombras aguardavam.

 

Comentem!!!

 

Há!!!Meninas que estão com vontade de ler a cenas "hot" aguentem um bocadinho!!!

ok???=D



publicado por Sandra.linda às 15:06
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